sábado, 5 de Dezembro de 2009

E como a semana foi mais do que o feriado...


Entrei para um grupo de teatro. Não foi agora, mas na altura decidi que queria averiguar se tinha ou não talento para representar (há dias em que parece que sim, outros em que me pergunto como pude alguma vez ter essa ideia), para além de já ter visto vários trabalhos do grupo em questão e ter gostado muito, já para não falar nas fantásticas pessoas que fazem parte. Então ontem fiquei a saber a característica principal da personagem que vou (hopefully) encarnar: frustração. É uma pessoa frustrada. Na altura pareceu-me bastante bem, porque estava eu própria um pouco frustrada. Agora, no entanto, pergunto-me se não será assim para o deprimente estar 'frustrada' o tempo todo. Mas pronto, logo se há de ver, tenho a certeza de que vai ser interessante.

Emprestaram-me um livro fantástico: We Were Young and at War, uma compilação de diários e cartas de vários adolescentes durante a Segunda Guerra Mundial feita por Sarah Wallis e Svetlana Palmer. Ainda não o acabei de ler mas estou a adorar. Quer dizer, aquilo é de veras triste e deprimente, mas ao menos sabemos que acabou... E muitos deles morreram. Achei muito interessante elas terem pegado em pessoas de imensas nacionalidades e ideais deiferentes: um inglês (que é aquele cujos textos mais gosto de ler), uma francesa, alguns polacos e russos, pelo menos dois alemães, um americano, um japonês, e muitos outros. Temos portanto uma visão bastante ampla de tudo o que se passava, ou pelo menos era importante para eles. Recomendo.

Cheguei à conclusão de que se em vez de Padre António Vieira se estudasse Frei Heitor Pinto no liceu, também ficávamos muito bem arranjados. Estive a ler um dos seus Diálogos (o "Diálogo da Verdadeira Filosofia", para ser mais precisa) da Imagem da Vida Cristã e adorei, aquilo é simplesmente delicioso! São usadas imensas referências à Bíblia, claro, mas também a vários filósofos como Aristóteles e Platão e a escritores como Homero. Notei algo a que acho imensa piada e que Homero também faz, que é comparar sempre as ideias que se quer transmitir a cenas comuns da vida rural, como modo, suponho eu, a fazer-se entender melhor pelo povo. Também é cheio de humor. Não que o Sermão de Santo António aos Peixes não seja bom, também gostei muito. Apenas sugeria uma variação no programa.

Aprendi a tocar a Moonlight Sonata de Beethoven no piano! Esta foi mesmo a parte melhor, mas já foi a semana passada. Estive meses a estudá-la, e ainda nem a toco propriamante como deve ser, mas ao menos já sei tudo de cor, agora é uma questão de ir afinando pequenos promenores. Embora nunca tenha falado disso aqui (nunca calhou), fezê-lo tem sido o meu projecto nestes últimos tempos. É, na minha opinião, a segunda melhor música que conheço e portanto achei que chegara a altura de a conseguir interpertar. Infelizmente, para o fazer mesmo bem era preciso eu ter a mão um bocadinho maior, bem como um piano a sério (não um teclado) e com mais oitavas. É que desta maneira acabo sempre por não conseguir tocar certos acordes tão bem como gostaria, tenho que ignorar um bocado as indicações de em que oitava devo tocar porque o meu teclado tem poucas, e para além do mais esta música para ficar mesmo, mesmo bonita era com gradação de volume, que com tudo sempre igual fica quase irreconhecível. Admito que aprendê-la desse modo, prestanto atenção a se estou a tocar piano, mezzo forte ou forte, é muito mais difícil e frustrante. Mas pronto, isto é o melhor que posso fazer de momento e estou feliz!

Diplomacia



Tantas coisas para fazer e tantas reviravoltas na minha cabeça (sim, que fora dela não conteceu nada) nem me deixaram oporunidade para vir aqui, ler o que foi escrito e publicado entretanto e escrever qualquer apontamento meu. Não deixei de ter imenso que fazer (só para a semana) e não estou mais esclarecida sobre aquilo que penso, mas sempre decidi fazer uma pausa e falar um pouco sobre a semana.

Foi a típica 'semana de testes', que são sempre chatas, mesmo para quem não sofre de nervos como eu. Agora é dar o tudo por tudo, como já estou farta de ouvir a professora dizer, especialmente porque o tem vindo a afirmar desde que a conheci o ano passado. Esta semana que aqui vem não vai ser melhor, e mal posso esperar pelas férias. No entanto há sempre o lado positivo.

Terça-feira foi um dia absolutamente espetacular, muito pouco (nada) produtivo no que toca aos estudos mas passado na melhor das companhias (*) e a fazer o melhor dos jogos, próprio dos dias frios, de chuva (que por acaso nem era - como disse a ACC na 4ª-feira [note-se, dia 2], este Dezembro tem tido dias melhores do que os últimos meses), e que bem se repetia no próximo feriado, se bem que provavelmente não vai haver oportunidade. Passei a tarde e noite (não até muito tarde, infelizmente) a jogar Diplomacy com um grupo de amigos que, tirando o meu mano, eram todos de Humanidades. Ora, só digo isto porque, por muito que tivesse adorado estar com eles, eu estava um pouco fora do meu ambiente natural, e mais tarde percebi que estava mesmo a precisar de fazer um bocadinho de Matemética, ou falar sobre Biologia, sob pena de ficar para sempre farta de tanta Estratégia Política.

É um jogo que retrata a Primeira Guerra Mundial, envolvendo sete grandes potências (cada jogador fica com uma quando somos sete - nós éramos sete), no qual a sorte determina apenas quem fica com a Inglaterra, com a Alemanha, etc. e depois desaparece. Aliás, é essa a grande diferença que encontro entre este jogo e o Risco (que detesto), para além do óbvio: quem não conseguir ser um bom diplomata está tramado (ou então simplesmente não gosta do jogo). Portanto, basicamente o que fazemos é olhar bem para o tabuleiro, ver os exércitos que temos, os pontos de abastecimento, as cidades, e depois levantamo-nos da mesa e vamos ali conversar com a França a ver se nos dá a Bélgica (que entretanto conquistou) em troca de paz na sua região Sul.

A consequência é que passamos cinco minutos a dar ordens às nossas frotas e exércitos, e meia-hora (quando não é mais) a negociar com este e aquele as nossas alianças. Claro que depois a parte gira é que aquilo que se diz pode não ser tomado à letra, ou completamente ignorado, e depois há as chamadas traições... Sim senhores, há ali umas quantas mentiras a andar de boca em boca, e como saber em quem podemos confiar? Pessoalmente, só traí o meu amigo L que tinha a Rússia, mas o T (França), que me ajudara durante todo o dia, na última jogada traíu a aliança que tinha feito comigo (Alemanha), com o ZM (Império Austro-Húngaro) e com Inglaterra (o meu mano), tudo por causa de um mal entendido e depois acabou por ganhar (entenda-se, ganhou se parássemos naquele ponto, mas só fizemos 8 jogadas e o jogo permite 100 - sim, é um jogo para durar todo o ano -, pelo que fotografámos o tabuleiro e somos capazes de o continuar).

Mas pronto, foi a minha primeira vez e para a próxima já sei que, a) não posso fazer sugestões de última hora quando já todos estão em posição de ouvir, e b) quando se aproxima o fim do jogo e não reforçamos as alianças há muito tempo, não faz muito sentido confiar que estas serão cumpridas (**).


* Era sem dúvida um conjunto de pessoas com quem adoro estar, e senti-me completamente incluida, mesmo que não conhecesse bem dois deles. Ah, para além disso eu era a única rapariga a jogar (o que será que isso diz sobre a noção que os homens têm em relação à capacidade estratega das mulheres - tendo em conta que eles é que convidaram toda a gente? >.<) e também a única que não se interessa propriamente muito por estratégias de guerra e tal, mas gostei da experiência, mesmo que depois tivesse ficado a sentir um certo défice naqueles interesses aos quais costumo dedicar mais tempo. E isto tudo para dizer que foi talvez a melhor das companhias para este tipo de coisas, mas há muitos outros que gostaria que se tivessem juntado a nós, e muitos outros grupos que prefiro para fazer outro tipo de actividades.

** Pode parecer que é uma actividade um pouco macabra - passar o dia todo a traír a confiança de amigos, e sim, pensei que o L se fosse chatear comigo, mas não, ele foi muito compreencivo (até porque também não honrrou tudo o que prometeu... ahm), e fiquei um pouco surpreendida por o T nos ter mandado às urtigas, mas de novo, tendo em conta que esse é mais ao menos o objectivo do jogo e ele é um estratega nato, também seria de espantar se ele não o tivesse feito. Resta esperar que se tudo isto fosse na 'vida real', todos nós nos comportaríamos de maneira diferente.

domingo, 29 de Novembro de 2009

Boa tarde, obrigada e um Feliz Natal!


Fico sempre surpreendida quando encontro pessoas ainda mais introvertidas e tímidas do que eu. A sério. Por esta altura já devia ter percebido que há por aí imensas, e que afinal de contas não sou tão fechada assim. Mas não.

Hoje lá fui eu para o super-mercado dizer os mil e tal boa tarde!'s e respectivos pedidos de ajuda para os cabazes de Natal que prentendemos oferecer aos mais desfavorecidos da freguesia. Tínhamo-nos distribuído de modo a estarem sempre lá quatro pessoas durante todo o dia, fazendo turnos de duas horas. Eu estava um pouco de pé atrás, porque, muito sinceramente, não tenho mesmo jeito nenhum com pessoas. Mas pronto, eles tinham falta de ajudantes e achei por bem ir fazer a boa acção do dia. Portanto fui.

Cheguei um pouco atrasada e a senhora que já lá estava (que mais tarde vim a descobrir ser avó de uma colega minha do ano passado) queria despachar-me como aos outros, com uma pagelazinha na mão e uma promessa de que traria qualquer coisa. Depois de nos entendermos, cada uma se meteu de um lado da porta e deixem-me dizer-vos que muito pouca gente passou por nós sem papelinho e boa tarde!

Encontrei algumas pessoas conhecidas, assim como a minha companheira. Duas horas fizeram-se bem, só fiquei com um niquinho de dores de costas (quem me mandou levar uma mochila?!) e de cabeça, mas essa resolveu-se comendo qualquer coisa. Enchemos, mais coisa menos coisa, um carrinho e meio, o que é pouco, mas nada mau para a hora do dia a que lá estivemos. Bastantes pessoas contribuiram, a maioria com pacotes de bolachas ou latas de feijão, grão, fruta, etc. e algumas até com dinheiro!

Derreti-me toda com os miudinhos que iam entrando com os pais, coisinhas mais fofas! E reparei numa coisa bastante engraçada. Não sei se tem a ver com a tradição que existe aqui de serem sempre os homens a ir às compras, ou se é como a minha mãe diz e eles têm é que saír de casa porque não aguentam muito tempo fechados, mas entraram imensas pessoas do sexo masculino por aquelas portas! Tudo com idade para estarem casados e com filhos, e a grande maioria sozinhos, ou com a família. Quando às mulheres, se passou por mim alguma sem acompanhante, não reparei. Iam aos pares, com os filhos, os maridos, os avós, as amigas, sei lá! Mas sozinhas não iam. Em relação aos que mais davam, isso já não reparei. Estava mais concentrada a atender aos que entravam: quanto aos que saíam já não havia muito que eu pudesse fazer.

Outra coisa: as portas automáticas não estavam assim muito bem calibradas. Pelo menos duas senhoras assim mais magrinhas e baixinhas iam ficando entaladas! É que as portas fechavam-se e não davam conta de que havia ali mais alguém!

Passou por nós uma família com um ar mesmo antipático e empinado, que nem aceitou ouvir o que tinhamos para lhes dizer (já agora: foram bem poucos, quase todos nos deram alguma atenção; mesmo assim, contam-se pelos dedos aqueles que responderam boa tarde! de volta), mas o marido (suponho eu que fosse o marido) voltou atrás e perguntou o que estavamos ali a fazer. Depois, quando saíram, ele ficou para trás outra vez e contribuiu! Fiquei muito espantada mesmo, eles tinham cá um ar de desprezo!... Pronto, pronto, vou já parar de rotular as pessoas!

Voltando ao início, eu estava à espera de não ter jeito nenhum para fazer isto, mas a outra senhora que estava comigo não se chegou muito à frente a princípio, e eu pensei caramba, tenho que me mexer! E portanto a partir daí pus um sorriso na cara e fui interpelando todos os que passavam. E sabem que mais? Cedo o sorriso deixou de ser forçado. Foi tão fixe. Não custou mesmo nada e deixou-me com a sensação de dever cumprido e tempo não desperdiçado.

Quando acabou o nosso turno, vieram mais duas senhoras e um rapaz da minha idade substituir-nos. Uma delas foi para a outra entrada e os outros ficaram no nosso lugar. A princípio também não me apercebi porque é que eles não desandavam dali e iam fazer as suas compras, mas lá explicaram que nos vinham render.

As senhoras ficaram um  pouco à conversa, e ele, com um ar muito encavacado e a voz grossa disse baixinho eu não sei como é que isto se faz. Pronto! Olha, é muito facil: vais ter com as pessoas, dizes boa tarde! e dás-lhes um papelinho destes. Mesmo com a minha exemplificação, não sei se ele ficou muito esclarecido, mas caramba! É uma questão de boa educação! Boa tarde, obrigada e um Feliz Natal! É assim tão difícil? Por isto é que digo que fico surpreendida. É que ele ainda tinha mais ar de peixe fora de água que eu!

sábado, 28 de Novembro de 2009

Aquilo para que o Google serve I


À custa de muitos posts por aí na blogosfera com listas de palavras-chave utilizadas para chegar aos seus blogs, comecei a usar o Google Analytics. Aquilo é muito interessante e gosto do promenor de poder ver em média o tempo que vocês por aqui passam, ou a taxa de rejeição, etc, etc. Não reparei foi logo ao início que as frases mais engraçadas que usam para aqui chegar não estão na página principal, temos que as ir encontrar com mais promenor. Portanto hoje fui vê-las e muito sinceramente, vou ter que as partilhar convosco!

ouvir muse unintended (já ouviste falar no Youtube??)

"pombo correio" & adsl lenta (bem, não sou nenhuma entendida, mas acho que essa até tem alguma legitimidade... Afinal, esse foi dos posts mais populares daqui!)

a tirma maluca (sim, já comentei aqui a minha turma maluca... agora de tirmas nunca ouvi falar o.O)

adivinhas e anedotas sobre energia (acho... que não sei nenhumas, desculpa =X)

blog sobre scrapbook (não, percebeste mal. Isto é um scrapbook sobre um blog xD)

bolacha maria+historia, historia das bolachas, historia das bolachas maria, história das bolachas & história das bolachas maria (eu já contei aqui uma, mas não sei se será a mais fidedigna...)

como dezencrava muda de coleiroe (olha, também não sei... o.O)

como fazer um scrapbook em inglês (é muito simples: fazes exactamente da mesma maneira como farias um em português... só que em inglês. Ok?)

descobrir o futuro me reserva & historia da minha vida para o futuro (posso sempre pedir à A. para te fazer uma previsão, mas olha que as dela são muito pouco prováveis!)

diferença entre as frases "falar para" e " falar à" (hum. hmmmm... alguém me diz quando é que alguma vez eu insinuei saber essa diferença? z.z)

eva cidera (ahm. e isso é assim uma coisa parecida com a erva cidereira?)

exercicios de ingles + rephrase (nop, não é aqui)

fazer um escarpebook em ingles (olha meu amigo, a escrever assim não vais lá)

fotos de ulisses e penélope (não tenho a certeza, mas ia jurar que naquela altura não haviam máquinas fotográficas... >.<)

gojo do die`quixam (err... isso é potuguês?)

malas empilhadas scrap free (hmmm... quando descobrires o que isso é diz-me qualquer coisa, pode ser?)

não sei o que o futuro me reserva (pois, acho que muitas pessoas também têm esse problema... >.>)

penelope de ulisses (pois, proposição muito bem utilizada, ela era do Ulisses e de mais ninguém. Exepto de si própria, que ela então era muito independente!)

"quais as razoes da existencia do livro ulisses de maria alberta meneres" (bom, são... são... é melhor perguntar-lhe a ela directamente!)

quest runescape uivo do lobo (ai não, não, não! Diz-se Wolf Whistle! Vai aprender inglês, por favor! Não aguento com traduções esquisitas!)

quores de tintas para casa (quores não sei, mas em relação a cores, sugiro assim um roxo bem escuro... Ou talvez seja melhor mantermo-nos dentro do branco...)

ultima frase do livro the giver lois lowry (Ah! Finalmente uma em que posso ajudar! "But perhaps it was only an echo.")

why em frases (vai lá fazer os trabalhos de casa pela tua mão, que isso de procurar no Google é muito feio! Mas olha, podes fazer assim: Why aren't you studying instead of surfing the net? Que tal, ajudou?)

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Sim, eu sei que estou a contribuir para o efeito, mas isto é hilariante, pôs-me logo bem disposta! [Factos Curiosos V]



Conhecem o Princípio da Incerteza de Heisenberg? Diz, mais coisa menos coisa, que é impossível medir sem perturbar. Pois aqui vai um belo exemplo em como isso é verdade, até na Internet.



Isto foi publicado há não-sei-quanto-tempo no xkcd e logo imediatamente pessoas de todo o mundo se puseram no Google a pesquisar "Died in a blogging accident" e a escrever sobre o assunto. E daí? Ora, o número de resultados cedo passou de 2 para milhões.

Achei uma piada a isto que vocês não imaginam. Por um lado, adoro provas do dia-a-dia em como princípios, leis, teorias da Física, Matemática, etc, são reais. Por outro, a primeira coisa que fiz quando vi isto foi ir ao Google procurar "Died in a blogging accident".

sábado, 21 de Novembro de 2009

Ai como eu gosto destas coisas...


É tiro e queda, não me podem pôr um desafio de lógica/matemática à frente que eu não descanso enquanto não o tiver resolvido. Posso passar horas a remoer o assunto e 'desistir' de o perceber no momento... Mas o mais fantástico é que quando faço pausas, algures lá o fundo da minha mente continuo a pensar, a pensar e grande parte das vezes chego lá após passado pouco tempo. Outro dia aconteceu-me isso mesmo, estive uns bons 45 minutos a tentar encontrar a distância de A a H e só depois, quando me fui sentar com o meu livro e o L apareceu é que percebi que nem precisava dessa distância. E a sério, não estava mesmo a pensar no assunto. Simplesmente percebi.

Portanto, como pensei que deve haver mais pessoas que acham piada a estes desafios, decidi pôr aqui um dos últimos que me mostraram e que me 'roubou' uma meia-horinha de sono enquanto escrevia furiosamente todas as razões porque se tinha que resolver daquela maneira e não de outra. O enunciado é muito simples. Conhecem os quadrados mágicos? Quadrados divididos em quadrados mais pequenos, cada um com um número e nos quais a soma de todos os números de todas as filas, colunas e diagonais dão sempre a mesma constante? Sim? Pronto. Então agora tentem fazer um quadrado desses, 3x3, com os números de 1 a 9, sem repetir nenhum.

Vão ver que é mais fácil do que parece. ;)

P. S.: Se forem procurar no Google Images por "quadrado mágico", aparecem-vos logo vários quadrados com a solução deste problema.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Josefina Alexandra


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Durante as aulas de Filosofia... IV


escrito a 3 de Novembro de 2009, mood: conformando-me

Ter um mau professor é algo que dificilmente se esquece. O mesmo se aplica a ter um bom professor. No entanto, será isso assim tão indicativo na vida de uma pessoa?

Por exemplo, a minha mãe teve péssimos professores de Matemática, de Filosofia, mas não foi por isso que as excluiu da sua vida. Leu e lê livros relacionados com as disciplinas por fora, foi e vai aprendendo coisas que tanto não estariam no programa, como serão muito mais importantes e úteis. E quanto à sua vida profissional... Sim, não seguiu nenhuma carreira ligada a esses temas...

Por outro lado, o meu pai foi bastante influenciado pelos seus "mentores", e ainda o é.

Então que conclusão tirar? Que é diferente para todas as pessoas, claro. Mas também, talvez, que cada acontecimento não tem mais do que a importância que lhe atribuímos.

Durante as aulas de Filosofia... III


escrito a: 29 de Setembro de 2009; mood: rebelde


A ideia de fazer um traço a x-acto na mesa era intrigante. Algo permanente, a minha própria maneira de aumentar a entropia. Algo que me distraísse da crescente irritação em mim, derivada e catalizada por cada barbaridade contra a criatividade e singularidade de cada um proferida por esta professora.

Não anotei o trabalho de casa. Sabia que eu era a única que sairía prejudicada dessa desfeita; não tencionava não voltar a pensar na aula, mesmo assim. Aquele T.P.C. seria facilmente resolvido da próxima vez.


If you were wondering... Não, não fiz nada à pobre da mesa que não tinha culpa, coitada, e o trabalho de casa era tão simples que o fiz de cabeça no momento em que foi ditado e na aula seguinte ainda me lembrava.

Durante as aulas de Filosofia... II



escrito a 29 de Setembro de 2009; mood: pensativa


Não seria tudo isto uma espécie de 'lavagem cerebral'? Talvez todas as aulas o fossem, e estas apenas estivessem mal disfarçadas. Mas por muito que tivesse que admitir que alguns dos argumentos utilizados para nos convencer, para nos 'instruír', eram válidos, não podia deixar de duvidar da sua veracidade. Talvez fosse o facto de a Filosofia afirmar com tanta certeza a não exsitência de dogmas e depois apresentar defenições para uma míriade de conceitos.

Durante as aulas de Filosofia... I


Mudar de professora de Filosofia este ano foi um bocado um choque. Passámos de uma professora excelente para uma ouriço-cacheiro-mor (na terminologia que eu e alguns colegas usamos, ouriço-cacheiro é o pior que se pode ser se se está a tratar Filosofia). Portanto, durante as primeiras aulas eu e muitos outros colegas embirrámos um bocado com ela. Agora tem estado melhorzinho, mas também nós já nos habituamos mais e vice-versa. As 'barbaridades' que nos fizeram - e ainda fazem ocasionalmente - ir aos arames com ela são tão... retarded que nem vale a pena descrevê-las. Vou portanto publicando o que escrevo nos vários tempos mortos dessas aulas, salvaguardando que acrescento o meu estado de espírito, que influência grandemente o que escevo.


escrito a 24 de Setembro de 2009; mood: irritadíssima

Que coisa mais irritante! Alguém lhe devia dizer que não tem sempre razão. Caramba! Há milhentas maneiras de chegar a conclusões e resolever problemas. Lá porque ela só consegue chegar lá por exclusão de partes não quer dizer que os outros não o façam de outras maneiras. E lá porque ela sabe a resposta bonitinha que fica bem com o enunciado não quer dizer que outras não funcionem!

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Fofuras para dar e oferecer!


Recebi hoje mais dois selinhos! Um deles, o cor-de-rosa, já tinha recebido, mas não há problema, é sempre bom! 

Fufuquices

EsteBlogVicia

O outro aparentemente quer dizer que o meu blog é fofo, o que é bom, visto que toda a gente diz que eu sou fofa… Saíu à dona. =P

Foi a Hyndra que os ofereceu e desde já agradeço muito! Tenho que referir fufuquices que me aconteceram, partes da minha vida que quero guardar para sempre na memória. Agora muito sinceramente… Não me lembro de nada. Suponho que também tem a ver com o eu não conhecer muito bem a palavra… Mas pronto, o mais que posso referir são pessoas, imensas pessoas que me marcaram e marcam por uma razão ou por outra. Mas como desbobinar para aqui uma lista de nomes que só eu conheço não faz sentido nenhum, vou-me abster.

Agora os senhores e senhoras que escrevem os blogs seguintes  vão fazer o favor de levar os selos para os seus cantos… Ou se acharem que não, não o façam, mas isso já é convosco.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Está tudo explicado! xD [Factos Curiosos IV]



Aprendi hoje uma coisa fantástica e muito interessante! Aparentemente, se bebermos leite a acompanhar outros alimentos mais calóricos (como bolachas de chocolate...), o leite dificulta a absorção dos outros componentes, como os açúcares, gorduras, e todo o tipo de coisas que fazem mal. Aliás, diz-se mesmo que se por acaso se ingerir algum veneno, deve-se beber leite logo a seguir, para que o veneno não seja tão absorvido. Para além do facto de o leite acalmar bastante os picantes, embora não faça ideia se isso tem alguma coisa a ver.

Portanto... Não admira que eu coma dois e três pacotes de bolachas de chocolate por semana e continue magrinha! São aqueles copos de leite todos que bebo a acompanhar... Fico feliz por haver uma explicação científica! =P

Fica então a deixa... Podem comer o que vos apetecer, desde que bebam leite ao mesmo tempo! ; ) *


* Eu não fui confirmar nada disto, não faço ideia se é mesmo verdade e portanto não me responsabilizo por quaisquer danos pessoais que possam advir deste pedaço de informação... De qualquer maneira duvido seriamente que alguém emagraça por começar de repente a beber leite a toda a hora... -.-'

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009


Qual foi a coisa mais difícil que já fizeram?...

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Descubra a sua Vocação!… … … >.<


Portanto, minhas senhoras e meus senhores, nunca comecem um reciocínio com portanto. Vêem como fica mal? Ah pois. Agora vou dizer o que ia dizer se a primeira palavra que tivesse escrito não tivesse sido portanto, algo que fiz sem pensar.
 
Queixo-me que tenho estado a ter muita falta de tempo, mas acabei por ter tempo para fazer este teste. Uma vocação é algo que nunca tive (ou se tive, nunca reconheci) e dá sempre jeito saber mais opiniões. Sim, já fiz um teste psicotécnico, mas aquilo não me disse mais do que o que eu já sabia e para além disso estive a ver algumas perguntas a que respondi na altura outro dia e já mudei de opinião, pelo que... Pronto, aquilo não é, nem de perto nem de longe, infalível. Aliás, este teste que estive a fazer é exactamente a mesma coisa, mas acabei por ir ler as descrições de todos os tipos de pessoas (supostamente há quatro). Fiquei com maioria no Tipo D e o segundo lugar foi para o Tipo B, mas acho que é mesmo o D que se adecua melhor.

Maior pontuação em DCientista
São intuitivos como os C, mas, em vez de se preocupar com pessoas, costumam focar os seus interesses em grandes áreas do conhecimento, como ciência e tecnologia. Apresentam notável capacidade para identificar problemas concretos e resolvê-los, bem como para o raciocínio abstrato.
  • Analista de sistemas (huh?)
  • Antropólogo (não)
  • Arquiteto (err... naaaão)
  • Astrônomo (Não!)
  • Criador de software (hmm... acho que... não... ou talvez... hmm...)
  • Designer industrial (err... isto é...? Ah, se for aquilo que estou a pensar... hm. Ver Criador de software)
  • Economista (ai ai, não!)
  • Engenheiro (hm, hm, hm... com tanto tipo de engenheiro! Não podiam ser mais específicos? o.O)
  • Físico (talvez... ou talvez não... mas afinal o que é que fazem os Físicos?)
  • Líder de uma corporação (CEO) (oh-oh. Não. me parece)
  • Matemático (tenho andado a brincar com esta ideia, mas depois parece-me algo muito... não propriamente descolorido, mas mais do género de ser muito interessante e fantástico, mas ser preciso bastante concentração para perceber o quão maravilhoso é, e às vezes apetece um prazer mais simples...)
  • Militar (a sério, Militar?! Nop, não, NO WAY)
  • Oceanógrafo (naaaaa)
  • Pesquisador (ok, esta é mesmo engraçada. Não quereriam eles dizer Investigador? É porque assim parece que o que estes fazem é andar no Google o dia todo... Olhem, se for para isso...)
  • Químico (outra como os Físicos. Acho muita piada à Química e Física quântica, mas como é que isso se enquadra numa profissão?)
  • Músico (regente de orquestra) (epá. ainda se fosse só Músico... Agora, Regente de orquestra? Não, obrigada.)
  • Urbanista (HUH?)
  • Zoólogo (nop. não, hum-hum, não é para mim. Ainda se fosse com plantinhas... Mas os animais dispenso)
E pronto. Não fiquei muito mais esclarecida. Suponho que serve para saberem um pouco mais àcerca de mim...

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

os últimos dias em frases Alheias


Minha gente: já passei incontáveis dias sem escrever por falta de inspiração ou de tema. Mas embora a inspiração me tenha de certo modo abandonado nestas últimas semanas, é mais por falta de tempo que não tenho aqui posto os dedos. É que assim de repente não só fiquei com muito que fazer, como grande parte do tempo livre o tenho estado a passar com a minha gata. E como eu gosto! Simplesmente não dá para escrever tudo o que quereria. Mas pronto, aqui vão os meus últimos dias em frases alheias que fui anotando por achar interessantes, engraçadas, ou me fazerem pensar.

"We are always inclined to believe we have more influence over events than we do." - John Kay

"Mantain a clear sense of long-term objectives but acknowledge the limits on your day-to-day actions." - John Kay (Stockdale's Paradox)

"A million people can call the mountains a fiction. Yet, it need not trouble you as you stand atop them." - Randall Munroe, xkcd

"A coisa mais incompreenssível da vida é que esta seja compreenssível."

"Quando os cientistas chegam ao topo da montanha, encontram lá sentados os teólogos."

"As pessoas mais infelizes são aquelas que não se espantam com nada."

"O que move a Humanidade é o desejo de mais."

"Todo o sofrimento humano nasce do desejo." - Buda

"O ser humano tem tanta necessidade de comer, beber, dormir, etc. como de ter um sentido para a vida."

"Um artista tem algo dentro de si, uma visão, uma imagem, um sentimento, algo demasiado grande para não ser partilhado com o mundo exterior. O mesmo acontece com os cientistas: têm uma grande questão que tem que ser partilhada."

"Cheguei à conclusão de que todos somos artistas porque todos temos algo dentro de nós. A não ser que estejamos mortos."

A defenição de Tempo, é que o Tempo é a medida de transformação das coisas.

"A peça mais conhecida de John Cage é uma peça chamada Quatro minutos e trinta e três segundos (4'33''). Ele senta-se ao piano e fica exactamente 4 minutos e 33 segundos em silêncio, sem tocar nada." [Vão pesquisar; encontrei coisas bastante interessantes sobre ela.]

"Se uma mosca entrar num computador por uma qualquer ranhura e for electrocutada, naquele milésimo de segundo antes de morrer, pode pensar bem, esta máquina enorme foi criada para matar moscas, quando na realidade o seu objectivo é completamente diferente."

"Vá, cada um [corre] ao seu próprio ritmo! Mas um bocadinho mais depressa, um bocadinho mais depressa!"

"Pior do que os maus pensamentos, são as ideias feitas. Pior do que uma alma má, e mesmo que de uma alma que quer ser má, é uma alma fabricada. E há pior do que uma alma preversa: a alma habituada." - Charles Péguy

"Estar perdido, andar à deriva, viver a tensão da encruzilhada, são situações que fazem parte da experiência humana."

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Como é que não hei-de ficar mal das costas...


... Quando a menina Josefina insiste em me trepar pelo corpo todo até estar muito bem aninhada na cavidade que existe entre o meu pescoço e a omoplata? É que para ela estar assim e não caír devido ao efeito da Gravidade, eu tenho que me inclinar para trás, até estar basicamente deitada em cima da cadeira onde era suposto estar sentada. O pior é que depois fica para lá a ronronar que nem um tractor (que ela então ronrona por tudo e por nada) e eu tenho pena de a mandar embora. Por isso fico eu com as costas feitas num oito e ela a dormir muito bem, até eu já não poder mais e a pôr no chão... O que demora cerca de meia-hora... Huh.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

A bebé cá de casa


Anteontem, a meio do jantar, começou a tocar o telefone. Já tivemos um telefone na cozinha, mas apanhava pouca rede por isso agora temos que nos contentar com o do escritório, que está mais longe. Fui então em passo rápido atender. "Olá. Vocês querem uma gata?" Era uma amiga nossa que acabara de receber uma gatinha novinha e órfã em sua casa... "Sim!" Exclamei logo. "Vou só ali perguntar aos meus pais."

[Na minha vida só fiz duas grandes birras. Uma, quando mudámos de casa, para ficar com o quarto maior. A outra, bastante tempo depois, quando o meu pai quis arranjar um piriquito e eu não, porque tal impediria a presença de gatos (como bem sabíamos por experiência própria). Em ambas fizeram-me a vontade. No entanto, embora a possibilidade tivesse ficado em aberto, nunca chegámos, por uma razão ou por outra, a adoptar nenhum gato depois disso.]

Então, ao voltar à cozinha, toda entusiasmada, contei aos meus pais e irmão a ideia: "A C. tem uma gatinha adorável para nós. É tricolor e muito mimosa e ela tra-la-ía amanhã de manhã..." Aí cortaram-me todos a palavra, falando todos uns por cima dos outros. Ficou unanimemente decidido que sim! Aliás, de tão ansiosos que estávamos, pegámos no jipe e lá fomos nós ao hiper comprar comida e areia e depois buscar a bichinha.

Ela é tão fofa! E esperta, e amorosa, e mimosa, e... aww... Mesmo, mesmo querida. Ainda tem meses e claro que faz as suas travessuras, como trepar as cortinas, ou as nossas pernas, só parando quando chega à cabeça, ou andar por cima da mesa da sala de jantar a cheirar a comida... Mas é tão difícil ficar zangado com ela... Porque... Pronto, ela é um mimo. E é tão pequenina que basta fazer-lhe uma festa para lhe desviar a trajectória enquanto anda. Ah, e qualquer pancadinha na cabeça quase que a manda a voar dois metros para trás!

Mete-se por entre as nossas pernas, mia constantemente quando nos vê e nós não fazemos o que ela quer, como por exemplo, fazer-lhe festas ou dar-lhe leite quente. Sim, porque por muito leite natural que tenha na tigela, ela gosta é do quente! (Como seria de esperar, pronto.) E esse bebe-o como se não houvesse amanhã. Quando está para aí virada (como agora, pelo que estou a escrever só com uma mão >.<), enrrosca-se no nosso colo enquanto lhe fazemos festas e fica uma coisinha minúscula e adorável. Claro que depois farta-se e começa a mordiscar/lamber os nossos dedos ou a miar que quer brincadeira. E lá vamos nós buscar uma fita, ou uma bola, ou até um bago de uva, o que a entretem por minutos a fio.

Claro que como pais (nete caso donos) babados, já todos lhe tirámos milhentas fotos, mas acontece que não sabemos onde se enfiou o cabo da máquina, por isso não dá para as mostrar por agora.

Já agora, chamámos-lhe Josefina Alexandra Limão. Antes de se escandalizarem, (ou talvez já seja demasiado tarde), Limão é o apelido obrigatório de todos os animais cá de casa, portanto teve que ser. Alexandra é só para lhe podermos chamar Xaninha. E Josefina vem da Josefininha que era uma das heroínas das histórias dos Gatos do Bairro das Ervas Curtas que o meu pai inventava quando éramos pequenos. Portanto o nome dela até me parece bastante bem.

Agora decidiu vir passear para cima do teclado do computador, como se isto fosse tudo dela e o que saíu foi isto:"4meppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppp
pppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppppu7777
777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777
777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777777
77777777777777777777777777777777777777777ggggggggggggggggggggggggyyyyyyyyyyyyyyyyyy
yyyyyyyyyyyyyy" Sim senhora, muito interessante. Não que eu fale gatês, mas parece-me que os três primeitos caracteres são muito indicativos... "4me" ou "para mim"... Hummmm...

Autor desconhecido

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